O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou que não há a menor possibilidade de recuar um milímetro sequer em relação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Primeiramente, essa declaração ocorre mesmo após as sanções que o governo dos Estados Unidos impôs, sob Donald Trump. Além disso, em entrevista ao jornal Washington Post, divulgada nesta segunda-feira (18), Moraes ressaltou sua firmeza diante das pressões externas. Dessa forma, o ministro demonstra que fatores internacionais não influenciarão o julgamento de Bolsonaro.
Moraes destacou que, apesar de estar na lista de sanções da Lei Magnitsky — sobretudo por sua atuação como relator da ação penal contra Bolsonaro —, o julgamento seguirá conforme previsto. Especificamente, o ministro reforçou sua posição de independência judicial. Consequentemente, as pressões internacionais não alterarão o cronograma estabelecido para o julgamento do ex-presidente. Certamente, essa postura reafirma a autonomia do Poder Judiciário brasileiro.
“Não há a menor possibilidade de recuar um milímetro sequer”, reiterou o ministro. Igualmente, Moraes enfatizou: “Faremos o que é certo: receberemos a acusação, analisaremos as provas, e quem deve ser condenado será condenado, e quem deve ser absolvido será absolvido.” Portanto, o ministro deixa claro que o julgamento de Bolsonaro seguirá critérios estritamente técnicos e jurídicos.
Sessões extraordinárias marcadas para setembro
O presidente da Primeira Turma do STF, Cristiano Zanin, agendou o julgamento do núcleo 1 da ação penal, que inclui Bolsonaro e aliados, para setembro. Simultaneamente, essa decisão atendeu pedido de Moraes para acelerar o processo. Entretanto, o cronograma intenso demonstra a prioridade que o tribunal dá ao caso.

Zanin convocou sessões extraordinárias para 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025, das 9h às 12h. Adicionalmente, uma sessão extraordinária no dia 12 ocorrerá das 14h às 19h. Também convocou sessões ordinárias para 2 e 9 de setembro, das 14h às 19h. Assim, o julgamento de Bolsonaro terá uma programação robusta no STF.
Bolsonaro e aliados — entre eles o ex-ministro Braga Netto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid — são réus por tentativa de golpe. Especificamente, a acusação aponta objetivo de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022. Finalmente, o grupo teria tentado manter o então presidente no poder, configurando a trama golpista que Moraes analisará no julgamento.

