Ministro Fux na imagem - Voto de Fux surpreende STF e Cármen Lúcia deve formar maioria contra Bolsonaro

Fux surpreende e Cármen Lúcia deve formar maioria contra Bolsonaro

Brasil Política

O extenso voto de Fux no Supremo Tribunal Federal (STF) causou surpresa entre os ministros da Primeira Turma nesta quarta-feira (10). Durante quase 13 horas de sustentação, o ministro Luiz Fux adotou posicionamento que foi além das expectativas dos colegas, absolvendo seis dos oito réus acusados na chamada trama golpista.

Neste contexto, a ministra Cármen Lúcia, que acompanhou atentamente toda a apresentação de Fux, deve formar maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (11). Conforme informações, o ministro Fux se posicionou pela absolvição de seis dos oito réus da chamada, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Enquanto isso, fontes próximas ao STF indicam que Cármen Lúcia fazia anotações constantes durante o voto de Fux e mantinha diálogos reservados com o relator Alexandre de Moraes. Essa movimentação sinaliza, consequentemente, que a ministra prepara um posicionamento de contraponto ao colega.

Placar Deve Ser Definido Hoje

A expectativa dos ministros é que o placar final seja de 4 a 1 pela condenação de Bolsonaro e do general Braga Netto. Dessa forma, os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin serão decisivos para consolidar a maioria condenatória já formada por Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

A expectativa é que a ministra faça um voto “diametralmente oposto” ao apresentado por Fux. Além disso, a ministra pode definir absolvição de Bolsonaro ou formar maioria pela condenação dos acusados.

Surpresa e Críticas Internas

O voto de Fux provocou reações internas na Primeira Turma do STF. Inicialmente, os ministros esperavam que ele divergisse apenas no tamanho das penas e na absorção dos crimes contra a democracia. Entretanto, sua posição foi muito mais ampla.

Em entrevista ao G1, um dos ministros da Primeira Turma declarou que “o voto do Fux foi muito além do que imaginávamos. O estranho é que ele condena o ajudante de ordens, mas não quem dava as ordens, o ex-presidente Bolsonaro”.

Por sua vez, outro magistrado avaliou, também em declarações ao G1, que pelo voto de Fux, os militares dariam o golpe. Isso porque ele condenou apenas Mauro Cid e o general Braga Netto. Posteriormente, esse mesmo ministro lembrou das reuniões de Bolsonaro com os comandantes militares. Nessas reuniões, eles discutiam a minuta do golpe. Nem Cid nem Braga Netto participavam desses encontros.

Sessão Extensa e Cansaço dos Ministros

O longo voto de Fux começou às 9h20 e terminou por volta das 22h, levando os ministros ao cansaço extremo. De acordo com a CNN Brasil, a extensa duração do voto levou ao cancelamento da sessão plenária do STF agendada para às 15h30.

Durante todo o processo, Fux impediu apartes em seu voto exatamente para evitar contestações dos outros ministros da Primeira Turma. No entanto, essa estratégia não deve ser repetida no voto de Cármen Lúcia nesta quinta-feira, quando os ministros devem aproveitar para rebater os argumentos apresentados pelo colega.

Finalmente, segundo o InfoMoney, após 14 horas de voto, o ministro absolveu Bolsonaro e outros quatro réus, mas votou pela condenação de Cid e Braga Netto, consolidando um placar atual de 2 a 1 pela condenação no julgamento da trama golpista.


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Fontes: G1

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