O vereador Rodrigo Sá (Progressistas) justificou publicamente sua mudança de posição sobre a Reforma da Previdência Municipal de Manaus, projeto enviado pela gestão do prefeito David Almeida (Avante). Em entrevista ao programa Política em Foco nesta sexta-feira (14), o parlamentar declarou que alterações no texto original e estudo detalhado da proposta o convenceram a apoiar a reforma. Antes contrário ao projeto, Sá agora argumenta que as mudanças eram necessárias para evitar o colapso do sistema previdenciário.
Mudanças no Texto e Apoio de Outros Parlamentares
Rodrigo Sá revelou que discutiu emendas com outros vereadores que também alteraram seus votos, incluindo Tyrone e Diego Afonso. “Da forma que estava, poderíamos minimizar os impactos previstos no texto original”, afirmou o vereador. Estas negociações resultaram em ajustes que, segundo Sá, tornaram a proposta mais equilibrada para os servidores municipais. A reforma foi aprovada em primeiro turno por ampla maioria na Câmara Municipal.
A proposta prevê aumento no tempo de contribuição de sete anos para mulheres e cinco anos para homens. Rodrigo Sá destacou que o texto estabelece regras de transição para amortecer o impacto sobre os servidores. Estas mudanças geraram fortes críticas de categorias profissionais, especialmente professores, que realizaram diversas manifestações pedindo a rejeição do projeto.
Justificativa para a Reforma
O parlamentar argumentou que a reforma era inevitável para a sustentabilidade do sistema. “Após os argumentos da prefeitura, se não fizéssemos a mudança agora, teríamos problemas em um curto intervalo de tempo”, declarou Sá. Esta posição reflete o discurso do governo municipal sobre a necessidade de ajustes previdenciários para garantir o pagamento de benefícios no futuro.
A Reforma da Previdência Municipal segue agora para o trâmite legislativo após aprovação em primeiro turno. O projeto deve passar por nova votação antes de ser sancionado pelo prefeito. Enquanto isso, servidores municipais continuam mobilizados contra as alterações, organizando protestos e pressionando vereadores para modificar o texto na etapa final de discussão.
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Fonte e Foto: Portal Foco no Fato

