A Câmara dos Deputados está novamente sob o centro de críticas devido à falta de transparência na gestão de verbas federais. Um levantamento da organização Transparência Brasil revelou que, ao longo de 2025, foram registradas mais de 1,3 mil indicações de emendas de comissão que somam R$ 1,3 bilhão, sem a devida identificação dos parlamentares responsáveis pela autoria.
A prática, apontada por especialistas como uma nova face do “orçamento secreto”, burla decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF) que exigem publicidade e impessoalidade na distribuição de recursos públicos. O relatório indica que o esquema envolve cúpulas de diversos partidos, como PP, União Brasil, PL, Republicanos, Avante e Podemos, concentrando decisões em lideranças partidárias e presidentes de comissões.
Essa ocultação impede que órgãos de controle e a sociedade identifiquem a real destinação do dinheiro, impossibilitando a fiscalização sobre possíveis desvios, superfaturamentos ou favorecimento político ilícito. O “apagão de dados” reforça as preocupações com a falta de rastreabilidade do dinheiro público, levantando questionamentos sobre a legalidade e a ética na distribuição dessas emendas.
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Por Caio Souza
Portal Rio Norte | Manaus – AM
Fotos: Am Post
Fonte: Portal Rio Norte

