
A juíza Simone Laurent Arruda da Silva, da Comarca de Manaus, determinou a inclusão das associações folclóricas Boi-Bumbá Garantido e Boi-Bumbá Caprichoso como rés no processo que investiga o aumento exorbitante no preço dos ingressos para o Festival de Parintins 2026. A decisão, assinada nesta terça-feira (27), exige que os bumbás apresentem planilhas detalhadas de custos para justificar os reajustes, que chegam a ultrapassar 200% em alguns setores.
RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA NA PRECIFICAÇÃO
A medida atende a um pedido do Ministério Público do Amazonas (MPAM). Segundo as investigações, documentos apresentados pela Amazon Best, empresa responsável pelas vendas, indicam que os bois participaram ativamente da definição da política de preços. Para a magistrada, as agremiações são as únicas capazes de fornecer justificativas técnicas sobre os gastos com produção, alegorias e contratação de artistas que fundamentariam a “justa causa” para os novos valores.
IMPACTO NAS DÍVIDAS TRABALHISTAS
Outro ponto crucial destacado na decisão é a vinculação de parte da receita da bilheteria ao pagamento de dívidas trabalhistas das agremiações. A Justiça solicitou informações atualizadas à Vara do Trabalho de Parintins sobre os valores retidos, visando subsidiar uma perícia técnica. O processo, que teve início em novembro de 2025 com a suspensão temporária das vendas, segue agora com os bumbás no banco dos réus, sob o risco de sanções caso o abuso ao consumidor seja confirmado.
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Fonte: Portal Rio Norte
Foto: Portal do Holanda

