Coronel Condenado do CMA em Manaus Recebe Pena de 27 Anos por Golpe

Coronel Condenado do CMA em Manaus Recebe Pena de 27 Anos por Golpe

Brasil

O tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, ex-comandante de forças especiais do Comando Militar da Amazônia (CMA) em Manaus, recebeu condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por participação direta no planejamento da tentativa de golpe de 2022. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta terça-feira (18/11) que o militar cumpra a pena em regime inicial fechado. Esta é a maior punição entre os militares envolvidos no chamado “núcleo 3” do processo, aproximando-se da condenação de 27 anos aplicada a Jair Bolsonaro.

Papel Central no Núcleo Golpista

O ex-comandante não apenas participou das articulações, mas atuou diretamente na elaboração, guarda e circulação de documentos centrais dos planos golpistas. Segundo a Procuradoria-Geral da República, este grupo representava o braço executor do projeto de ruptura institucional. O núcleo era responsável por estruturar ações táticas, elaborar documentos operacionais e preparar cenários de golpe de estado.

O caso encerra o julgamento do núcleo 3, segmento das Forças Especiais envolvido na tentativa de golpe. A condenação de Hélio Ferreira Lima supera todas as punições aplicadas aos demais militares do mesmo grupo. O STF considerou provada sua atuação central no planejamento e operacionalização das ações contra a democracia brasileira.

Contexto da Pena e Regime

A pena de 27 anos e 3 meses se aproxima da condenação aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro em setembro deste ano. O regime inicial fechado reflete a gravidade dos crimes cometidos pelo ex-comandante do CMA. Esta decisão consolida o entendimento do Supremo sobre a participação militar na tentativa de ruptura democrática.

A condenação representa um marco no processo de responsabilização dos envolvidos na tentativa de golpe de 2022. O caso demonstra o compromisso do STF com a apuração integral dos fatos, incluindo a participação de militares de alta patente nos eventos que ameaçaram a democracia brasileira. A decisão também reforça o princípio da hierarquia e disciplina nas Forças Armadas.


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Fontes: BNC Amazonas

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