Ex-Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que tentou pedir asilo politico para Javier Milei, na Argentina

Bolsonaro pede asilo a Milei, mas Argentina nega recebimento

Brasil Política

O governo da Argentina emitiu uma negativa formal sobre o recebimento de qualquer solicitação de asilo político por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, a Polícia Federal (PF) assegura ter localizado um rascunho desse pedido no celular do ex-mandatário. Esta divergência de informações coloca em evidência mais um capítulo complexo na sequência de eventos pós-governo Bolsonaro.

A Negativa Argentina e o Documento da PF

Segundo informações apuradas pela CNN, uma fonte oficial da Casa Rosada foi categórica ao afirmar que nenhum pedido de asilo formalizado por Bolsonaro chegou aos canais oficiais do país. Em contrapartida, o relatório final da PF descreve a existência de um documento elaborado no celular do ex-presidente. O texto, em formato editável e sem assinatura, pedia refúgio político. Ele alegava perseguição judicial no Brasil.

Conforme detalhado em entrevista à CNN, a suposta carta dirigia-se a Milei com tom de urgência. Além disso, o teor do documento argumentava que o ex-chefe de Estado se considerava perseguido. Ele também temia por sua integridade física e alertava para um risco iminente de prisão arbitrária.

Cronologia e Análise do Caso

A descoberta do rascunho pela PF ocorreu em um momento estratégico. O documento foi salvo no dispositivo dois dias antes de Bolsonaro se abrigar na Embaixada da Hungria em Brasília. Esse episódio aconteceu após a apreensão de seu passaporte pela PF em fevereiro de 2024.

A investigação traça ainda um paralelo com um aviso prévio feito ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Posteriormente, cerca de dois meses antes do rascunho ser redigido, Bolsonaro notificou a Corte sobre sua intenção de viajar para a Argentina para a posse de Javier Milei.

Para as autoridades federais, o conteúdo do documento é evidência de um plano de fuga. O objetivo seria escapar da jurisdição penal brasileira após o início da Operação Tempus Veritatis. Portanto, o caso continua sob análise, aprofundando o imbróglio político e jurídico.

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