O cenário comercial internacional sofreu uma nova reviravolta neste início de semana. Após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar as tarifas anteriormente impostas pelo presidente Donald Trump, o governo americano reagiu rapidamente. No último sábado (21), Trump anunciou uma nova tarifa global temporária, elevando a alíquota de 10% para 15% sobre produtos importados, medida que entra em vigor nesta terça-feira (24).
A decisão da Suprema Corte havia anulado as taxas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), o que incluía sobretaxas que chegavam a 40% para diversos itens brasileiros. No entanto, o novo anúncio utiliza a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, permitindo uma aplicação imediata por até 150 dias antes de uma análise obrigatória pelo Congresso americano.
Para o Brasil, o impacto prático é uma uniformização: a maioria dos produtos exportados para os EUA agora terá a taxa normal acrescida deste novo adicional de 15%. Vale ressaltar que setores específicos, como aço e alumínio, permanecem com alíquotas elevadas de 50%, que agora serão somadas aos novos 15%, mantendo a pressão sobre esses insumos.
Apesar do aumento recente, especialistas e o governo brasileiro apontam um lado positivo. Como a tarifa de 15% é aplicada de forma global e uniforme a todos os parceiros comerciais, o Brasil recupera competitividade frente a concorrentes que antes não eram tão taxados. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que a derrubada das taxas anteriores de 40% beneficia bilhões de dólares em exportações brasileiras e abre caminho para novas negociações diplomáticas em março.
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Fonte: Portal Rio Norte
Foto: G1 Amazonas

