A polilaminina tornou-se um dos assuntos mais comentados nas redes sociais recentemente, após vídeos de pacientes com lesão medular voltando a realizar movimentos viralizarem no Instagram e TikTok. A substância, fruto de décadas de pesquisa da cientista brasileira Tatiana Sampaio, é apontada como uma grande esperança para quem sofreu traumas graves na coluna, embora ainda esteja em fase de validação científica.
VIVA A CIÊNCIA
Trata-se de uma versão modificada em laboratório da laminina, uma proteína natural do corpo humano essencial para o crescimento celular. Na prática, a substância funciona como uma “ponte microscópica” aplicada no local da lesão, estimulando os nervos a criarem novas rotas de comunicação entre o cérebro e o corpo. Até o momento, os resultados preliminares com um pequeno grupo de oito pacientes mostraram recuperações significativas, mas especialistas alertam que o caminho até o registro oficial como medicamento ainda é longo.
Apesar do otimismo gerado pelos casos de sucesso, como o do paciente Bruno Drummond, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a comunidade médica reforçam a necessidade de cautela. Ensaios clínicos de fases 1, 2 e 3 ainda precisam ser realizados para comprovar a segurança e a eficácia real da droga em grandes grupos. Atualmente, o uso tem ocorrido de forma excepcional por meio de decisões judiciais para casos agudos (até 72 horas após o trauma), enquanto a ciência brasileira busca os recursos necessários para finalizar os testes oficiais.
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Fonte: Portal Rio Norte
Foto: G1 Amazonas

